No longínquo 2012 começou a aparecer a primeira versão de Ingress, um jogo que mudou a forma que os títulos para Android utilizavam sistemas de geolocalização e GPS como base da experiência lúdica. Tal foi sua repercussão que anos mais tarde se utilizou esta premissa para nos trazer o mesmíssimo Pokemon GO. Com tal renome e base de jogadores em suas espaldas, o jogo que lhes deu fama volta de forma totalmente renovada com uma campanha de proporção enorme a ponto de estrear uma série de animação na Netflix. Ingress Prime quer ser maior do que os monstros da Nintendo.

O que é Ingress?

Apliquemos conhecimento no sentido inverso. A base de dados de Pokestops de Pokemon GO foi criada em Ingress. Neste jogo fazemos parte de uma das facções que disputam o controle territorial, os Illuminati e a Resistência. Espalhados pelo mundo vão sendo gerados uns portais de onde emana a chamada matéria exótica, relacionada com tecnologia extraterrestre. Nosso objetivo é conquistar e proteger estes portais andando pelas ruas para nos posicionarmos fisicamente junto a estes pontos, mas a profundidade da proposta vai muito mais além do que o mencionado Pokemon GO oferece.

Ingress é um fenômeno transmedia. Isto quer dizer que ao atacar um portal talvez desbloqueie um vídeo onde se desenrolam as linhas argumentativas do jogo, ou pistas das próximas anomalias que acontecerão no mundo, ou seja, eventos especiais em regiões específicas. Os eventos especiais e reuniões para caçar Pokémon são uma versão soft da motivação dos viciados em Ingress.

Ingress tem muito mais conteúdo na hora de interagir pelo mundo. Há infinitos objetos que podemos utilizar para blindar nossos portais, atacar os de outros, conectá-los para gerar áreas de facção, posicionar torretas defensivas ou lançar bombas de dano em área.

O que há de novo em Ingress Prime?

Temos que deixar claro isto: Ingress Prime não substitui o Ingress original. De fato, se trata a efeitos práticos de uma atualização do anterior, embora a nível de arquitetura tenha sido renovado em sua prática totalidade (ARCore ou migração de bases de dados para adaptar-se ao sistema utilizado em Pokémon GO). Mas ao usuário a única repercussão será meramente visual: Agora o jogo é muito mais belo, utiliza efeitos visuais mais atrativos para representar os portais e recorre a um sistema de som muito mais imersivo, especialmente usando headset.

Se já tivermos jogado anteriormente Ingress, tanto a facção quanto o nível e objetos do inventário são mantidos, assim podemos retomar logando com nossas credenciais habituais. A nível argumental, e como se fosse um antigo quadrinho de super-heróis, tenta-se ajustar para que qualquer novo jogador mergulhe de cabeça na batalha entre Illuminatis e Resistência, e já começando grande: cada trimestre terão lugar uma dezena de anomalias (eventos especiais em distintos lugares do mundo), embora também afirmem que terá muitos mais eventos locais do que antes.

Como se não bastasse, Netflix estreou no Japão um anime de Ingress, que chegará ao resto do mundo em 2019, isso sem falar dos projetos futuros relacionados com a tecnologia criada pela Niantic e que vão desde uma nova tecnologia de realidade aumentada que permite que os elementos móveis se ocultem atrás dos elementos de nossos arredores até um novo jogo da companhia que pretende ser um tipo de lasertag AR.

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