Muitas águas já rolaram desde que a princípios de 2018 foi anunciado Mario Kart Tour, a nova aposta da Nintendo para levar suas licenças de sucesso ao território mobile. Um ano e meio depois, e com outros títulos da marca já lançados durante esse meio tempo, estamos com o casco na agulha: o jogo chegará dia 25 de setembro para dispositivos Android e iOS, será gratuito e incluirá um sistema de micropagamentos ingame. Isto é tudo que sabemos a respeito.

O caminho da Nintendo para um modelo de sucesso

O principal problema dos jogos que a Nintendo lançou para dispositivos móveis é o estilo de monetização. Lembrando que Super Mario Run era um título free-to-start e não free-to-play, então o usuário era obrigado a pagar se quisesse ir além das primeiras fases. A efeitos práticos, o que tínhamos era um demo, e isso foi castigado pelos jogadores de Android, que não estão muito acostumados a pagar, ainda menos de entrada, para jogar na plataforma.

Mario Kart Tour Featured 2

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Com a lição aprendida, chegaram em 2017 jogos como Fire Emblem Heroes, que gerou ao longo do tempo no jogo mais lucrativo da companhia, apesar de focado no gacha. Para termos uma ideia, estes são os títulos mais rentáveis para a companhia de acordo com um informe de Sensor Tower publicado em julho de 2019:

  • Fire Emblem Heroes – $591 milhões
  • Dragalia Lost – $100 milhões
  • Animal Crossing: Pocket Camp – $99 milhões
  • Super Mario Run – $72 milhões
  • Dr. Mario World – $790,000

Além de Fire Emblem Heroes, talvez mais focado no público hardcore asiático, Dr. Mario World foi o que melhor integrou o modelo freemium a fórmula com um sistema de progressão de níveis e recarga de energia herdeiro dos padrões marcados pelos jogos da King.

Em que consiste Mario Kart Tour

Mario Kart Tour tenta adaptar a fórmula que tão bem funciona nos consoles da companhia simplificando o controle do mesmo modo que fez Super Mario Run. O kart se move automaticamente, então só devemos focar na largada, nos drifts e no uso de itens.

À medida que ganharmos copas, iremos ganhando Maxiestrelas, moedas de câmbio para obter novos recursos ingame. Foi confirmado que os elementos a desbloquear serão temporárias, então determinados circuitos estarão disponíveis por tempo limitado. E falando de circuitos, parece que o subtítulo do jogo não é enfeite, já que as copas estarão ambientadas em distintas cidades do mundo, como Paris, Londres e New York, apesar de também termos adaptações de traçados clássicos da saga. Quanto aos corredores, no beta foram vistos trinta personagens, cada um com suas próprias vantagens dentro do jogo.

Voltando ao tema da monetização, ainda não está claro como a Nintendo irá implementar. Muitos usuários se queixaram durante o beta que o sistema de recarga de “vidas” era restrito demais, tendo que esperar demais para seguir jogando após ter esgotado os corações. Isto, unido ao próprio desbloqueio de novos conteúdos, ditará o futuro do jogo. Parece que a Nintendo não tem muito claramente desenvolvido um modelo benéfico para a companhia, mas no momento o próprio Satoru Iwata esclareceu para os investidores que não estava interessado no clássico Freemium de usuários “baleia”. O tempo dirá.

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