O Facebook levantou polêmica ao anunciar um cruzamento entre os serviços de mensagens de três dos seus principais produtos. A proposta de uma plataforma única de mensagenspermitiria comunicar-se com usuários de qualquer delas sem trocar de app. A informação, segundo o New York Times, foi dada pelo próprio Mark Zuckerberg.

Matthew Green, professor de criptografia na Johns Hopkins University, afirma que a novidade “seria potencialmente boa ou ruim para a segurança/criptografia. Porém, segundo o histórico de motivações financeiras do Facebook, não seria para bem”.

Um esquema de funcionamento da encriptação end-to-end no WhatsApp.

Encriptação E2E: Bom com ela, melhor sem ela

Atualmente, todas as conversas do WhatsApp utilizam encriptação E2E, que impossibilita interceptar conteúdo das mensagem até mesmo para o Facebook. Já o Facebook Messenger, só a oferece em conversas seguras, exigindo que o usuário a habilite em cada chat. Por outro lado, o Instagram não conta com encriptação nas mensagens, fazendo-as altamente interceptáveis.

Habilitando a encriptação E2E no Facebook Messenger.

Segundo Green, a integração exigiria um nivelamento na segurança. Provavelmente o Messenger e Instagram seriam mais seguros, enquanto o WhatsApp desceria um patamar. Da mesma forma, esta integração compromete o certo anonimato que o usuário do WhatsApp tem até agora. Isso porque seus dados do Facebook ou Instagram estariam acessíveis a qualquer usuário.

A integração poderia enfrentar-se a travas na União Européia, onde existe uma ferrenha regulação da Lei de Proteção de Dados, desde maio de 2018. Mesmo que a normativa tenha entrado em vigor no ano passado, o Facebook já havia sofrido represálias em 2016, ao tentar transferir dados do WhatsApp para o Facebook que seriam usados por seu sistema de publicidade.

No Reino Unido, a organização foi forçada a prometer que não transferiria dados até a entrada em vigor da Lei de Proteção de Dados, dois anos mais tarde, oficializando a ilegalidade da prática.

Os menores de idade, que usam o Instagram e o Messenger em maior proporção, estariam mais vulneráveis com mensagens encriptados. Fonte: Verkeorg

A preocupação das autoridades é que já não interceptariam mensagens do Messenger e do Instagram em tempo real. As redes tem entre seus usuários uma grande proporção de menores de idade, que estariam expostos diversos tipos de abusos. Já as conversas do WhatsApp, preferidas das empresas por seu nível de segurança, se tornariam potencialmente interceptáveis. Isso permitiria o vazamento de informações financeiras, por exemplo.

“Queremos facilitar a comunicação entre familiares e amigos”, afirma Facebook

Em meio à controvérsias levantadas por experts, o Facebook afirma que a medida busca aproveitar ao máximo os serviços de mensagens.

Além de oferecer encriptação E2E, buscaria facilitar a comunicação entre amigos e familiares entre as redes. Também reconhecem que a proposta levantará debates enquanto não se divulgue os detalhes da reinscrição dos códigos das apps.

Alternativas

No Uptodown, dispomos de uma série de mensageiros E2E seguros que, por agora, não cogitam mudanças no seus sistema. Confira:

Line

O Line é um serviço grátis de mensagens e chamadas encriptado. Semelhante ao Viber, permite o intercâmbio fácil rápido e seguro de mensagens e multimídia .

Telegram

O Telegram, como o Viber, WhatsApp e Line, simplifica a comunicação com seus contatod. O melhor dele, sem dúvidas, é que oferece segurança e privacidade aumentadas.

Viber

Viber é uma alternativa completa e funcional, para que você possa se comunicar com seus contatos de maneira segura.

Wickr

Wickr permite que você se comunique com qualquer outro usuário da app de forma totalmente segura. Ele se baseia em mensagens encriptadas que se autodestroem.

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